CDNs funcionam mesmo?

Nota: os dados para este artigo foram recolhidos em 2017 e 2018. Embora alguns possam não ser actuais, os princípios se mantêm.

Em artigos anteriores, toquei brevemente nas vantagens de se utilizar uma CDN (Content Delivery Network) para servir conteúdo aos utilizadores. Embora saiba disso, nada melhor do que pôr a mão na massa, experimentar e comparar os detalhes antes e depois da activação. Vamos a isso!

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BGP Large Communities: RFC 8092

Bom… parece que andei a dormir um bocadinho. O draft BGP Large communities sobre o qual há bem pouco tempo escrevi aqui já chegou ao estágio final há 1 mês. O RFC 8092 foi publicado em meados de Fevereiro/2017.

Olhando para as diferenças entre o draft 06 (publicado em Outubro/2016) e o RFC 8092 pouco mudou além de pequenos acertos de linguagem e a remoção da secção “Reserved Large BGP Community values”.

Já pode brincar nos seus routers Cisco? Não! Os “grandes” como Cisco, Juniper ainda não implementaram. Mas pode se manter actualizado na página de implementações. Os IXP (Internet Exchange Point) que frequentemente usam servidores correndo software opensource já podem fazer upgrade do código e começar a definir as suas políticas e communities. Este draft é um bom começo.

Para perceber melhor dê uma olhada no post de 2016: Large BGP Communities (Internet Draft)

Large BGP Communities (Internet Draft)

Na semana passada estava perdido a passear “pela internet” e dei de caras com um draft IETF interessante. Este draft é do grupo Inter Domain Routing Working Group (IDR WG) e tem o nome de Large BGP Communities, actualmente na 6ª versão.

O que são?

Provavelmente já ouviu falar de BGP communities. Este atributo BGP definido no RFC 1997 é dos mais utilizados para ajudar empresas e ISPs a aplicar políticas de roteamento a um grupo de prefixos partilhando alguma propriedade em comum.

BGP communities são valores de 4 Bytes (32 bits) representados em grupos de 2 Bytes como A:B. O valor A é a representação hexadecimal dos primeiros 2 Bytes e o valor B a representação decimal dos outros 2 Bytes. É prática comum utilizar os primeiros 2 Bytes como o ASN (Autonomous System Number) e os 2 últimos para passar informação para os routers upstream (por exemplo, o valor de Local Preference a ser atribuído às rotas).

Mas há um problema com estas communities. O RFC1997 está em uso desde 1996 e desde então muita coisa mudou. Uma destas mudanças é o RFC6793 que define a capacidade dos routers utilizarem ASN de 4 Bytes (32 bits) ao invés do valor mais pequeno de 2 Bytes (16 bits). Continue reading