E lá se vai 2016

E assim se foi mais um ano. Ainda há pouco era 6/Janeiro/2016 e daqui a nada será 2017. Como de costume para muita gente, é uma altura de avaliação do que correu mal e o que poderá ser feito de diferente no novo ano… mas não é sobre isto que vou escrever.

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O fim do Cisco IOS “clássico”

Se está nesta vida de IT e networking desde os últimos 5 anos, com certeza conhece a 1ª família dos routers Cisco ISR (Integrated Service Routers), os famosos 1800, 2800 e 3800. E se assim for com certeza acompanhou a transição para os ISR G2 (1900, 2900 e 3900) e sentiu a frustração do novo modelo de licenciamento.

Pois bem, no mês passado, o fim dos ISR G2 também foi anunciado e a plataforma recomendada para substituição nesta gama são os 4000 ISR.

O router 7600, velha guarda da Cisco também teve o seu anúncio End-of-Sale e o produto de substituição é o ASR 9000.

O que isto tem a ver com o título?

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Large BGP Communities (Internet Draft)

Na semana passada estava perdido a passear “pela internet” e dei de caras com um draft IETF interessante. Este draft é do grupo Inter Domain Routing Working Group (IDR WG) e tem o nome de Large BGP Communities, actualmente na 6ª versão.

O que são?

Provavelmente já ouviu falar de BGP communities. Este atributo BGP definido no RFC 1997 é dos mais utilizados para ajudar empresas e ISPs a aplicar políticas de roteamento a um grupo de prefixos partilhando alguma propriedade em comum.

BGP communities são valores de 4 Bytes (32 bits) representados em grupos de 2 Bytes como A:B. O valor A é a representação hexadecimal dos primeiros 2 Bytes e o valor B a representação decimal dos outros 2 Bytes. É prática comum utilizar os primeiros 2 Bytes como o ASN (Autonomous System Number) e os 2 últimos para passar informação para os routers upstream (por exemplo, o valor de Local Preference a ser atribuído às rotas).

Mas há um problema com estas communities. O RFC1997 está em uso desde 1996 e desde então muita coisa mudou. Uma destas mudanças é o RFC6793 que define a capacidade dos routers utilizarem ASN de 4 Bytes (32 bits) ao invés do valor mais pequeno de 2 Bytes (16 bits). Continue reading

A história do terminal (1/2 – Putty)

Se o seu emprego é “qualquer coisa” de redes ou “qualquer coisa” de sistemas, com certeza passa muito tempo em sessões remotas com programas como SecureCRT ou o Putty e seus derivados. Entender o funcionamento das suas ferramentas é fundamental.

Agora imagine a situação… Está numa sessão remota, tudo a correr bem, tal como planeado, mas de repente lembra-se que precisa de informação que foi apresentada há uns 2 minutos atrás. Rola a barra lateral para cima à procura e … pufff… fumo!! Népias… nem milagre!

Emoji Zangado

Se nunca esteve numa situação dessas e não quer estar então melhor continuar a ler.

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